O ano de 2008 do Corinthians é tão histórico quanto o de 2007. Foram contratados, até agora, 14 jogadores, houve mudança de técnico, de diretores (presidência já havia passado para as mãos de Andrés Sanchez) de praticamente tudo. Ao assumir o posto de líder e responsável maior pelo ‘clube do povo’, Andrés sabia que seu nome já estava marcado na história. Cabia a ele escolher se seria negativa ou positivamente. Parece que ele escolheu o caminho mais difícil, o de ficar marcado de maneira positiva.
Hoje sabemos que a torcida do Corinthians não tem do que reclamar. Não existem mais escândalos de roubos de dinheiro, jogadores vendidos a preço de banana, salários exorbitantes para atletas que impressionam negativamente. O fim do ano de 2007, para os Corinthianos, por um lado foi desastroso com a queda para a segunda divisão, por outro foi glorioso pela saída de Alberto Dualib. Apesar de tudo o Corinthians conseguiu cair em pé. No primeiro jogo de 2008, uma quinta-feira as 21h45 no Morumbi, com chuva, 30 mil fiéis foram lá apoiar o novo time. Andrés pode se aproveitar do pior momento da vida de 97 anos do Corinthians e levar o clube a viver os melhores anos desses 97, 98, 99, 100 e por aí vai. Com seriedade, transparência e respeito ele pode ter milhões de torcedores caminhando junto a ele para um Corinthians mais moderno, mais próximo do tamanho que deveria ter.
O ano de 2008 começou bem em dezembro de 2007, quando Mano Menezes foi anunciado como técnico. Na atual situação e no atual momento não havia melhor nome. Diversas contratações foram feitas e o Corinthians parece estar montando uma equipe com a cara do Grêmio de Mano, guerreiro e objetivo. Todos devem entender que o Corinthians pode ter diversos objetivos esse ano: chegar as finais do Paulista, ganhar o Paulista, ganhar a Copa do Brasil, não perder dos arqui-rivais de primeira divisão no Estadual... mas, tem que ter muito claro que 99% das atenções PRECISAM estar na Série B do Brasileiro. Não subir seria uma catástrofe maior do que ter caído em 2007. Parece, repito, PARECE que é essa a visão da direção alvinegra. As contratações foram feitas de maneira acertada. Se o jogador vai dar certo ou não, ninguém tem esse dom de saber, mas o Corinthians não montou um time de Série B, nem um de Série A. Montou um intermediário. Por ter mais condições que os adversários da segunda divisão consegue sair na frente e já larga com favoritismo para a volta à Série A.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Ahhh Palmeiras...
Pronto, foi só elogiar o trabalho da diretoria, falar sobre o contrato de patrocínio que, poucas horas depois, eu recebo de um primo uma notícia que fala o real valor que a Fiat paga ao Palmeiras pelo patrocínio de um ano.
Para que todos saibam. Em dezembro, foi divulgado pela diretoria do Palmeiras o acordo com a Fiat. Na época, os dirigentes palestrinos se gabavam daquele que seria o maior (em dinheiro) contrato de patrocínio do Brasil. No total eram R$ 19 milhões. Valores altos em comparação com o até então maior contrato, R$ 16 milhões Petrobrás - Flamengo. Eis que agora, um mês depois, surge a informação com o real valor: R$ 8,5 milhões. Nem metade do que fora anunciado.
Era necessária essa situação? Coisa de time pequeno ou estou sendo muito duro? Essas pequenas atitudes ainda fazem nosso futebol ser amador.
Se você ficou curioso, veja aqui a lista dos maiores contratos de patrocínio do Brasil.
CLUBE --- PATROCINADOR --- VALOR/ANO
Corinthians --- Medial Saúde --- R$ 16,5 milhões
Flamengo --- Petrobras --- R$ 16 milhões
São Paulo --- LG --- R$ 15 milhões
Palmeiras --- Fiat + Suvinil --- R$ 12,1 milhões
Santos --- Semp Toshiba --- R$ 8,5 milhões
Botafogo --- Liquigás --- R$ 8 milhões
Cruzeiro --- Tenda --- R$ 6 milhões
Atlético-MG --- Fiat --- R$ 5 milhões
Vasco --- Habib´s --- R$ 3,6 milhões
Grêmio / Inter --- Banrisul --- R$ 3,6 milhões
Clique aqui e acesse a matéria completa.
Para que todos saibam. Em dezembro, foi divulgado pela diretoria do Palmeiras o acordo com a Fiat. Na época, os dirigentes palestrinos se gabavam daquele que seria o maior (em dinheiro) contrato de patrocínio do Brasil. No total eram R$ 19 milhões. Valores altos em comparação com o até então maior contrato, R$ 16 milhões Petrobrás - Flamengo. Eis que agora, um mês depois, surge a informação com o real valor: R$ 8,5 milhões. Nem metade do que fora anunciado.
Era necessária essa situação? Coisa de time pequeno ou estou sendo muito duro? Essas pequenas atitudes ainda fazem nosso futebol ser amador.
Se você ficou curioso, veja aqui a lista dos maiores contratos de patrocínio do Brasil.
CLUBE --- PATROCINADOR --- VALOR/ANO
Corinthians --- Medial Saúde --- R$ 16,5 milhões
Flamengo --- Petrobras --- R$ 16 milhões
São Paulo --- LG --- R$ 15 milhões
Palmeiras --- Fiat + Suvinil --- R$ 12,1 milhões
Santos --- Semp Toshiba --- R$ 8,5 milhões
Botafogo --- Liquigás --- R$ 8 milhões
Cruzeiro --- Tenda --- R$ 6 milhões
Atlético-MG --- Fiat --- R$ 5 milhões
Vasco --- Habib´s --- R$ 3,6 milhões
Grêmio / Inter --- Banrisul --- R$ 3,6 milhões
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Palmeiras 2008
Pra mim o Palmeiras será o principal adversário do SP em 2008. Desde que Mustafá saiu da presidência, uma grande reestruturação vem sendo feita no Palestra. O clube já transmite uma imagem de organização e modernização, e as novidades do Palmeiras para 2008 começam a comprovar essas idéias e vislumbram um futuro maravilhoso no alviverde.
Em 2007 a diretoria contratou o Caio Jr. depois de um bom Campeonato Brasileiro pelo Paraná. Foi uma aposta, mas serviu também para o Palmeiras montar um grupo razoavelmente bom e fazer boas campanhas nos campeonatos do ano. Foi o que aconteceu. Sem um centroavante o time de Parque Antártica chegou lutando por uma vaga nas semifinais do Paulista até a última rodada e lutou pela Libertadores até a última rodada do Brasileiro. Hoje o Palmeiras não só manteve o elenco como também contratou um técnico com mais força e mais experiente do que o Caio Jr, e contratou jogadores para posições carentes do elenco, principalmente um camisa 9.
Ano passado, com um Santos pior do que o Palmeiras de hoje, Luxemburgo levou o time da Vila ao vice-campeonato nacional, como não acreditar que o Palmeiras irá fazer frente ao São Paulo em todas as competições que disputarem juntos?
Fora de campo a diretoria acertou um vantajoso contrato de patrocínio com a Fiat. Em números absolutos é o maior contrato de patrocínio do futebol brasileiro. Está reformando e modernizando o gramado do Palestra Itália e já apresentou plano de ampliação e modernização do estádio inteiro.
O Palmeiras está no caminho certo, mas o caminho é longo e contínuo. Não adianta querer todos os títulos do mundo em dois anos. Pode até acontecer, mas com consistência e continuidade, o Palmeiras pode ser um dos clubes mais poderosos do mundo por muitos anos, assim como o São Paulo.
Contratações
Alex Mineiro, Jorge Preá, Diego Souza, Léo Lima, Elder Granja e Lenny.
Alex Mineiro é o camisa 9 que o Palmeiras não teve em 2007. Pensando bem, em 2007, 2006, 2005 e segundo semestre de 2004. Centroavante experiente, que tem no currículo uma artilharia de um Campeonato Brasileiro. Já fez dois gols típicos de um matador na sua estréia com a camisa verde, tem tudo para fazer chover gols no Palestra em 2008.
Jorge Preá é uma incógnita. Centroavante que começou a carreira profissional aos 23 anos. Isso só vale como informação, Liedson começou a carreira tarde também, mas nem por isso deixou de fazer sucesso. Nos resta esperar.
Diego Souza é um dos 'jogadores problema' que vieram para São Paulo em 2008. Habilidoso, forte fisicamente e com um potente chute, Diego precisa começar a estacionar em algum clube e provar o seu valor. Formado pelo Fluminense, com uma passagem rápida pelo Benfica e uma polêmica pelo Flamengo, esteve no Grêmio em 2007. Teve um bom ano, mas com o fim do contrato de empréstimo o Grêmio não conseguiu comprar o seu passe. Tem no Palmeiras uma excelente oportunidade de se firmar na carreira. Luxemburgo e a carência de títulos do alviverde podem ajudar nessa caminhada.
Léo Lima. Milton Leite falou bem no Sportv. Habilidoso, forte fisicamente, mas com nenhuma passagem que o fizesse estar no Palmeiras hoje. Contrato de risco para um jogador de alto risco. Da mesma forma que Diego Souza, Carlos Alberto, Fabio Santos e Adriano, esses últimos no São Paulo, precisa começar a dar um rumo certo na sua carreira. Aposta e mais uma incógnita. Assim como no caso de Diego Souza e Lenny, tem enorme esperança no trabalho de Luxemburgo.
Elder Granja. Pra mim uma incógnita. Viveu um ano razoavelmente bom no Inter em 2005. Antes e depois disso não teve nenhuma passagem significativa. Era meia de origem e foi para a lateral direita em uma emergência. Alguém lembra da passagem de le pela Portuguesa? Só quem acompanha muito futebol, porque marcar positivamente ele não conseguiu. Se machuca com uma frequência assustadora, vamos ver como será no Palmeiras.
Lenny. Surgiu enchendo os olhos no Fluminense. Fez uma belíssima Copa São Paulo em 2006, foi para o time principal fazendo lindíssimas jogadas e gols até que seu futebol desapareceu. Ficou encostado no Flu, foi para Portugal e entrou como compensação da negociação errada de Thiago Neves com o Palmeiras. Mais um que tem uma ótima oportunidade de alavancar a carreira, esse tem em Luxemburgo sua principal esperança.
Em 2007 a diretoria contratou o Caio Jr. depois de um bom Campeonato Brasileiro pelo Paraná. Foi uma aposta, mas serviu também para o Palmeiras montar um grupo razoavelmente bom e fazer boas campanhas nos campeonatos do ano. Foi o que aconteceu. Sem um centroavante o time de Parque Antártica chegou lutando por uma vaga nas semifinais do Paulista até a última rodada e lutou pela Libertadores até a última rodada do Brasileiro. Hoje o Palmeiras não só manteve o elenco como também contratou um técnico com mais força e mais experiente do que o Caio Jr, e contratou jogadores para posições carentes do elenco, principalmente um camisa 9.
Ano passado, com um Santos pior do que o Palmeiras de hoje, Luxemburgo levou o time da Vila ao vice-campeonato nacional, como não acreditar que o Palmeiras irá fazer frente ao São Paulo em todas as competições que disputarem juntos?
Fora de campo a diretoria acertou um vantajoso contrato de patrocínio com a Fiat. Em números absolutos é o maior contrato de patrocínio do futebol brasileiro. Está reformando e modernizando o gramado do Palestra Itália e já apresentou plano de ampliação e modernização do estádio inteiro.
O Palmeiras está no caminho certo, mas o caminho é longo e contínuo. Não adianta querer todos os títulos do mundo em dois anos. Pode até acontecer, mas com consistência e continuidade, o Palmeiras pode ser um dos clubes mais poderosos do mundo por muitos anos, assim como o São Paulo.
Contratações
Alex Mineiro, Jorge Preá, Diego Souza, Léo Lima, Elder Granja e Lenny.
Alex Mineiro é o camisa 9 que o Palmeiras não teve em 2007. Pensando bem, em 2007, 2006, 2005 e segundo semestre de 2004. Centroavante experiente, que tem no currículo uma artilharia de um Campeonato Brasileiro. Já fez dois gols típicos de um matador na sua estréia com a camisa verde, tem tudo para fazer chover gols no Palestra em 2008.
Jorge Preá é uma incógnita. Centroavante que começou a carreira profissional aos 23 anos. Isso só vale como informação, Liedson começou a carreira tarde também, mas nem por isso deixou de fazer sucesso. Nos resta esperar.
Diego Souza é um dos 'jogadores problema' que vieram para São Paulo em 2008. Habilidoso, forte fisicamente e com um potente chute, Diego precisa começar a estacionar em algum clube e provar o seu valor. Formado pelo Fluminense, com uma passagem rápida pelo Benfica e uma polêmica pelo Flamengo, esteve no Grêmio em 2007. Teve um bom ano, mas com o fim do contrato de empréstimo o Grêmio não conseguiu comprar o seu passe. Tem no Palmeiras uma excelente oportunidade de se firmar na carreira. Luxemburgo e a carência de títulos do alviverde podem ajudar nessa caminhada.
Léo Lima. Milton Leite falou bem no Sportv. Habilidoso, forte fisicamente, mas com nenhuma passagem que o fizesse estar no Palmeiras hoje. Contrato de risco para um jogador de alto risco. Da mesma forma que Diego Souza, Carlos Alberto, Fabio Santos e Adriano, esses últimos no São Paulo, precisa começar a dar um rumo certo na sua carreira. Aposta e mais uma incógnita. Assim como no caso de Diego Souza e Lenny, tem enorme esperança no trabalho de Luxemburgo.
Elder Granja. Pra mim uma incógnita. Viveu um ano razoavelmente bom no Inter em 2005. Antes e depois disso não teve nenhuma passagem significativa. Era meia de origem e foi para a lateral direita em uma emergência. Alguém lembra da passagem de le pela Portuguesa? Só quem acompanha muito futebol, porque marcar positivamente ele não conseguiu. Se machuca com uma frequência assustadora, vamos ver como será no Palmeiras.
Lenny. Surgiu enchendo os olhos no Fluminense. Fez uma belíssima Copa São Paulo em 2006, foi para o time principal fazendo lindíssimas jogadas e gols até que seu futebol desapareceu. Ficou encostado no Flu, foi para Portugal e entrou como compensação da negociação errada de Thiago Neves com o Palmeiras. Mais um que tem uma ótima oportunidade de alavancar a carreira, esse tem em Luxemburgo sua principal esperança.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
2008 no São Paulo
No recomeço do blog vou falar um pouco sobre os times grandes do Brasil.
Vamos começar hoje pelo São Paulo.
São Paulo
O São Paulo começa mais um ano na frente dos rivais. Manteve técnico e toda a base de jogadores. O trabalho continuará no mesmo caminho e esse é o principal segredo do atual bicampeão brasileiro. Acho que é difícil para a imensa maioria da imprensa esportiva brasileira entender o diferencial do SPFC.
Acompanhem comigo.
Escalação do SPFC no início de 2006:
Rogério Ceni; Edcarlos, Fabão e Alex; Souza, Mineiro, Josué, Danilo e Júnior; Grafite e Thiago. Técnico: Muricy Ramalho
Escalação do SPFC no início de 2007:
Rogério Ceni, Miranda, André Dias e Alex Silva, Reasco, Josué, Souza, Hugo e Leandro; Aloísio e Borges. Técnico: Muricy Ramalho.
Escalação do SPFC no início de 2008:
Rogério Ceni; André Dias, Juninho e Miranda; Joilson, Fábio Santos, Hernanes, Jorge Wagner e Richarlyson; Dagoberto e Adriano. Técnico Muricy Ramalho.
Dá para perceber que de 2006 para 2008, apenas UM jogador se manteve entre os titulares, o goleiro.
Veja que a diferença é maior ainda! De 2006 para 2007, apenas DOIS jogadores se mantiveram entre os titulares.
Quer ver de 2007 pra 2008 então? Ok, APENAS TRÊS jogadores.
Acho que mostrando assim eu consigo esclarecer o meu pensamento. Há anos eu digo que o São Paulo não se mantém na frente porque os jogadores ficam 3, 4 anos no time titular. O SP muda a base praticamente inteira de ano pra ano, porém, joga há 3, 4 temporadas no mesmo esquema, com jogadores do mesmo estilo, há 3 temporadas tem o mesmo treinador, os treinadores anteriores tinham estilo parecido com o atual. O SP passa o ano contratando jogador, vai tirando um ou outro titular sem muito alarde e repondo logo na seqüência, ninguém sente falta nenhuma... Aliás, esse negócio de time de futebol sentir falta de um jogador é uma baita bobagem, todo e qualquer jogador, principalmente nos dias de hoje, é substituído facilmente, basta ter um esquema de jogo bem preparado para que não se sinta falta de ninguém, lógico, não adianta tirar 2 meias de um time e não ter nenhum meia no elenco, assim a vaca vai pro brejo.
O ano de 2008 pode ser tão bom quanto o de 2007, mas sabemos que os adversários vão melhorando, se planejando, crescendo e, mesmo sendo grandes, evoluindo. As dificuldades serão maiores para o São Paulo, mas o tricolor ainda está a frente dos outros.
Jogadores
O SP manteve a maior parte dos seus jogadores. Contratou apenas Juninho, Joilson, Fabio Santos e Adriano.
Juninho veio como peça de reposição para a saída de Breno para o Bayern de Munique. O zagueiro fez uma boa temporada pelo Botafogo, ganhou destaque pelos gols de falta que marcou e no SP será apenas mais um bom zagueiro, o Breno era, e ainda é, a maior promessa em termos de zagueiros no futebol brasileiro. O time do Morumbi tem um esquema de jogo estruturado há 3 ou 4 anos e não será Juninho ou Breninho que fará grande diferença, nem pra melhor, nem pra pior.
Joílson foi outro a fazer uma boa temporada no instável Botafogo. É um jogador que não possui nenhuma característica acima da média. Vem para um setor que o SP tem problemas há bastante tempo. Apenas no período em que Ilsinho estava no elenco tricolor a lateral ou ala direita não foi confusa. Nos últimos anos passaram por lá, Maurinho, Reasco, Souza, Ilsinho, Leandro, Mineiro e o último, sem contar com Ilsinho, a não causar nem dúvidas nem problemas, Cicinho. Assim como no caso de Juninho, Joílson será apenas mais um jogador no esquema.
Fabio Santos, volante do Lyon, chega por empréstimo de 6 meses. Típico jogador que todos os clubes querem e não querem contratar. Fabio Santos ainda precisa se firmar como um bom jogador em algum clube, ainda precisa ter maior destaque e no SP pode encontrar isso, mas será preciso deixar problemas extra campo de lado e se concentrar mais na sua profissão. Uma aposta do SP, que sendo boa ou não, vai fazer pouca diferença para uma equipe que já possui Richarlyson e Hernanes em ótima forma.
Agora, a contratação mais falada do ano. Adriano. Também por 6 meses, o atacante chega para tentar recuperar a boa fase vivida entre 2002 e 2005. Ótima aposta, tanto para o SP quanto para o jogador. Adriano precisa renascer para o futebol, e nada melhor que disputar um Campeonato Paulista, contra equipes menores, que irão sentir medo de enfrentar o SP. Se Adriano aproveitar as oportunidades que tiver e marcar gols, irá recuperar a confiança, e é aí que mora seu problema. Adriano pode deixar no SP uma marca invejável de gols nesses 6 meses, mas terá que continuar se recuperando quando voltar para Milão em julho. Não bastará fazer gols aqui. Sua recuperação é lenta e não será feita no SP, será apenas iniciada aqui.
O tricolor pode ganhar muito com isso. Não interessa ao SP como será a vida de Adriano depois que o contrato de empréstimo acabar, mas se o centroavante tiver recuperada sua confiança e marcar gols com a camisa são paulina será ótimo para a equipe do Morumbi, não custa tentar, afinal, prejuízo o SP não terá. Estádios mais cheios, venda de camisas e gols, todo mundo quer.
Atualização 12h31
O SP acertou a contratação de Carlos Alberto, ex meia do Corinthians que estava no Werder Bremen da Alemanha. Carlos Alberto teve uma passagem bastante apagada pelo rival alvinegro, pouquíssimo jogou no Werder Bremen, é outro que precisa apresentar algo mais. Acertou por 6 meses. Uma bela incógnita. Com certeza fará um ou outro jogo bom, pode ajudar muito o time, mas também pode ser um reserva de luxo. Está na hora de Carlos Alberto deixar de ser grande jogador somente no papel. Os anos vão passando e as oportunidades vão diminuindo. Vejam o caso do Roger: um craque que ninguém quer.
Vamos começar hoje pelo São Paulo.
São Paulo
O São Paulo começa mais um ano na frente dos rivais. Manteve técnico e toda a base de jogadores. O trabalho continuará no mesmo caminho e esse é o principal segredo do atual bicampeão brasileiro. Acho que é difícil para a imensa maioria da imprensa esportiva brasileira entender o diferencial do SPFC.
Acompanhem comigo.
Escalação do SPFC no início de 2006:
Rogério Ceni; Edcarlos, Fabão e Alex; Souza, Mineiro, Josué, Danilo e Júnior; Grafite e Thiago. Técnico: Muricy Ramalho
Escalação do SPFC no início de 2007:
Rogério Ceni, Miranda, André Dias e Alex Silva, Reasco, Josué, Souza, Hugo e Leandro; Aloísio e Borges. Técnico: Muricy Ramalho.
Escalação do SPFC no início de 2008:
Rogério Ceni; André Dias, Juninho e Miranda; Joilson, Fábio Santos, Hernanes, Jorge Wagner e Richarlyson; Dagoberto e Adriano. Técnico Muricy Ramalho.
Dá para perceber que de 2006 para 2008, apenas UM jogador se manteve entre os titulares, o goleiro.
Veja que a diferença é maior ainda! De 2006 para 2007, apenas DOIS jogadores se mantiveram entre os titulares.
Quer ver de 2007 pra 2008 então? Ok, APENAS TRÊS jogadores.
Acho que mostrando assim eu consigo esclarecer o meu pensamento. Há anos eu digo que o São Paulo não se mantém na frente porque os jogadores ficam 3, 4 anos no time titular. O SP muda a base praticamente inteira de ano pra ano, porém, joga há 3, 4 temporadas no mesmo esquema, com jogadores do mesmo estilo, há 3 temporadas tem o mesmo treinador, os treinadores anteriores tinham estilo parecido com o atual. O SP passa o ano contratando jogador, vai tirando um ou outro titular sem muito alarde e repondo logo na seqüência, ninguém sente falta nenhuma... Aliás, esse negócio de time de futebol sentir falta de um jogador é uma baita bobagem, todo e qualquer jogador, principalmente nos dias de hoje, é substituído facilmente, basta ter um esquema de jogo bem preparado para que não se sinta falta de ninguém, lógico, não adianta tirar 2 meias de um time e não ter nenhum meia no elenco, assim a vaca vai pro brejo.
O ano de 2008 pode ser tão bom quanto o de 2007, mas sabemos que os adversários vão melhorando, se planejando, crescendo e, mesmo sendo grandes, evoluindo. As dificuldades serão maiores para o São Paulo, mas o tricolor ainda está a frente dos outros.
Jogadores
O SP manteve a maior parte dos seus jogadores. Contratou apenas Juninho, Joilson, Fabio Santos e Adriano.
Juninho veio como peça de reposição para a saída de Breno para o Bayern de Munique. O zagueiro fez uma boa temporada pelo Botafogo, ganhou destaque pelos gols de falta que marcou e no SP será apenas mais um bom zagueiro, o Breno era, e ainda é, a maior promessa em termos de zagueiros no futebol brasileiro. O time do Morumbi tem um esquema de jogo estruturado há 3 ou 4 anos e não será Juninho ou Breninho que fará grande diferença, nem pra melhor, nem pra pior.
Joílson foi outro a fazer uma boa temporada no instável Botafogo. É um jogador que não possui nenhuma característica acima da média. Vem para um setor que o SP tem problemas há bastante tempo. Apenas no período em que Ilsinho estava no elenco tricolor a lateral ou ala direita não foi confusa. Nos últimos anos passaram por lá, Maurinho, Reasco, Souza, Ilsinho, Leandro, Mineiro e o último, sem contar com Ilsinho, a não causar nem dúvidas nem problemas, Cicinho. Assim como no caso de Juninho, Joílson será apenas mais um jogador no esquema.
Fabio Santos, volante do Lyon, chega por empréstimo de 6 meses. Típico jogador que todos os clubes querem e não querem contratar. Fabio Santos ainda precisa se firmar como um bom jogador em algum clube, ainda precisa ter maior destaque e no SP pode encontrar isso, mas será preciso deixar problemas extra campo de lado e se concentrar mais na sua profissão. Uma aposta do SP, que sendo boa ou não, vai fazer pouca diferença para uma equipe que já possui Richarlyson e Hernanes em ótima forma.
Agora, a contratação mais falada do ano. Adriano. Também por 6 meses, o atacante chega para tentar recuperar a boa fase vivida entre 2002 e 2005. Ótima aposta, tanto para o SP quanto para o jogador. Adriano precisa renascer para o futebol, e nada melhor que disputar um Campeonato Paulista, contra equipes menores, que irão sentir medo de enfrentar o SP. Se Adriano aproveitar as oportunidades que tiver e marcar gols, irá recuperar a confiança, e é aí que mora seu problema. Adriano pode deixar no SP uma marca invejável de gols nesses 6 meses, mas terá que continuar se recuperando quando voltar para Milão em julho. Não bastará fazer gols aqui. Sua recuperação é lenta e não será feita no SP, será apenas iniciada aqui.
O tricolor pode ganhar muito com isso. Não interessa ao SP como será a vida de Adriano depois que o contrato de empréstimo acabar, mas se o centroavante tiver recuperada sua confiança e marcar gols com a camisa são paulina será ótimo para a equipe do Morumbi, não custa tentar, afinal, prejuízo o SP não terá. Estádios mais cheios, venda de camisas e gols, todo mundo quer.
Atualização 12h31
O SP acertou a contratação de Carlos Alberto, ex meia do Corinthians que estava no Werder Bremen da Alemanha. Carlos Alberto teve uma passagem bastante apagada pelo rival alvinegro, pouquíssimo jogou no Werder Bremen, é outro que precisa apresentar algo mais. Acertou por 6 meses. Uma bela incógnita. Com certeza fará um ou outro jogo bom, pode ajudar muito o time, mas também pode ser um reserva de luxo. Está na hora de Carlos Alberto deixar de ser grande jogador somente no papel. Os anos vão passando e as oportunidades vão diminuindo. Vejam o caso do Roger: um craque que ninguém quer.
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