segunda-feira, 10 de março de 2008

Chata, porém necessária, nota da arbitragem.

Relutei, mas depois desse final de semana não consigo mais me segurar.

O que anda acontecendo com a arbitragem brasileira?

Vejam, como eu disse na primeira palavra desse post, 'relutei...', eu realmente tentei não fazer nenhum tipo de comentário. Sou o tipo de gente que acha que uma vitória contra um time inferior não depende de um pênalti não marcado, ou de um jogador que não foi expulso. Acredito cegamente que os juizes da bola erram tanto para os azuis, quanto para os vermelhos, amarelos, pretos, verdes, brancos e assim até completar todas as cores dos uniformes de times no Brasil.

Grande prova de que não é 'roubo', é erro, aconteceu na partida de ontem entre Corinthians x Guaratinguetá. Contra os vermelhos do interior, um gol mal anulado, uma falta grave não marcada. Prejudicando os alvinegros da capital um jogador adversário que tomou dois cartões amarelos e não foi expulso.

Como eu sempre acreditei e vou continuar acreditando, é erro e não roubo, natural do futebol, um jogo ajuda o vermelho, no outro prejudica o mesmo. O problema é a ENORME quantidade de falhas que estão acontecendo ultimamente.

Antes dos jogos de domingo eu falei para o meu pai: "Ao fim do dia veremos times reclamando da arbitragem". Pronto, não deu outra. Ficou comum. Faz parte do dia-a-dia agora. Podemos aqui falar do Paulo César de Oliveira no jogo entre Bragantino e Palmeiras, do bandeirinha de Santos e Noroeste...

É MUITO chato ouvir técnico reclamar que o trabalho da semana inteira dele foi pro lixo por um erro de arbitragem. Na semana seguinte ele não fala que o trabalho só deu resultado pela ajuda do juiz, né?

Assunto chato. Muito chato. Infelizmente as atuações dos árbitros ficam em evidência de tão ruim que são.

Comemorações

Com uma semana de atraso o blog fala sobre as comemorações provocativas que estão virando moda. Antes tarde do que nunca.

Ouve-se dizer o tempo todo sobre as comemorações: "O futebol sempre foi isso aí, não podemos deixar a graça do futebol acabar". Discordo.

Se o futebol virou profissional, tem que ser tratado como tal e os protagonistas precisam ter postura digna de tal seriedade. Incoerente a pessoa que pede aos clubes o profissionalismo do futebol europeu e defende o amadorismo em outras horas.

Quem já jogou futebol sabe o quanto uma simples 'pelada' mexe com os brios. Vira e mexe os ânimos ficam exaltados e muitas brigas acontecem em uma simples disputa entre amigos. Respeito ao companheiro de profissão e, muito além disso, respeito ao ser humano que defende outra 'empresa'.

Quando falamos em provocar o adversário, é sempre no sentido de fazer perder a calma, irritar, perturbar alguém. Isso, sabemos, não é sadio. Ponha-se no lugar do jogador irritado.

Não concordo com esse tipo de comemoração. Souza errou. Valdívia errou. Podem ambos serem agredidos por tais fatos, agressão não justifica, mas normalmente tem motivo. Não se pode punir apenas o agressor, afinal, se esse não tivesse sido provocado, não teria agredido. Em um caso como esse, punição para os dois. Agressão não é apenas física. Fora do futebol dizem que palavras machucam mais que socos, isso também não vale para o esporte?

André Kfouri escreveu em seu blog a respeito do Souza (recomendado na sessão 'boas leituras' do lado direito da página) e eu reproduzo aqui:

"A torcida do Flamengo é uma das coisas mais lindas do futebol. Custa-me crer que, em vez de correr na direção dela e admirar a cena, um jogador prefira outro tipo de comemoração."

Qualquer um que goste de futebol sonha em fazer um gol em um estádio para uma platéia de 100, 1.000, 10.000 ou 100.000 pessoas. Não consigo entender não só o Vladivia, mas qualquer jogadore que provoque o adversário.

Quando o Romário mandava a torcida adversária calar a bola ninguém gostava da provocação...

'Pimenta nos olhos dos outros é refresco.' É assim o ditado?

terça-feira, 4 de março de 2008

Corinthians 0 x Palmeiras 1 - Rodada 12 Paulistão

O Corinthians começou a perder o jogo no final de semana anterior, ao ver Fabinho e Dentinho, talvez seus dois principais jogadores no atual momento, serem suspensos pelo terceiro cartão amarelo. E no domingo, dia 02/03, o Palmeiras fez o que tinha que ser feito, venceu um time que entrou para jogar pelo empate. Desde que eu me entendo por gente que eu ouço: “time que entra pra empatar, perde”, é, perdeu. E quer saber minha opinião? Tinha mais é que perder, mesmo se o Palmeiras não tivesse sido melhor durante a partida, pelo menos não entrou para empatar.

Você, que gosta de futebol, tem coisa mais nojenta do que um time que entra em campo para empatar?

Bom, como eu disse, o alvinegro, ao perder Fabinho e Dentinho suspensos contra a Ponte Preta, começou a ser derrotado pelo Palmeiras. Opa, mas como assim, se nem havia entrado em campo? Verdade. Desculpe a falha. Começou a ser derrotado por si próprio. Afinal, um time que contratou 15 jogadores não tem peça de reposição para o ataque e para o meio? Para o meio de campo até tem, mas para o ataque... Ahh o Acosta estava suspenso. Mas será que ajudaria? Me recuso a lembrar do Acosta apenas pelo jogo da Ponte Preta, em que muitos dizem que ele apresentou um ótimo futebol só porque empurrou duas bolas para o gol da macaca. Como dizem por aí, ‘até minha avó faria’.

Para a vaga de Fabinho, Mano escolheu Perdigão, era o óbvio (óbvio e nao Bóvio) e, pra mim, o correto. No lugar de Dentinho, Mano escalou o meia Diogo Rincón para estrear e liberou Lulinha para jogar mais avançado. Desde o início o Corinthians pareceu um time que não queria muito jogo. Estava preocupado em ver o tempo passar, havia entrado em campo para se defender e garantir o 0x0, mantendo seu arqui-rival 4 pontos atrás e distante da classificação. O Palmeiras sabia que não vencer esse jogo seria bastante ruim e complicaria a luta pela vaga na segunda fase, ganhar, significaria entrar na luta por uma das vagas das semifinais.

O alvinegro foi para o jogo com três zagueiros, dois laterais (não, não eram alas), dois volantes, dois meias e um atacante. Luxemburgo mandou sua equipe a campo no esquema que o consagrou, o 4-4-2 em que os 4 do meio campo formam um losango. Leo Lima pela esquerda, Wendel na direita, Pierre a frente da zaga e Diego Souza solto no meio campo. O jogo começou e o panorama era o que já dava pra esperar. Corinthians recuado, esperando o Palmeiras e o alviverde tentando atacar a bem postada zaga corinthiana. Aos 15 minutos, depois da contusão de Bruno Octavio, Mano parecia que tinha percebido que precisava igualar o jogo no meio campo, e que assim, era até possível sair com uma vitória. É, parecia. Carlão chegou a atuar por uns 2, 3 minutos como volante, mas logo voltou a zaga. Nesses 2, 3 minutos o time do Parque São Jorge conseguiu sair com mais qualidade para o ataque, mas foram apenas 2 ou 3 minutos. Ganhando o meio campo o Palmeiras dominou as ações do jogo, tomou alguns sustos em contra-ataques, mas parecia que sabia que em algum momento faria o gol.

O time de Mano Menezes por muitas vezes errou posicionamento, passes que um jogador profissional não pode errar e pagou o preço. Se o time joga com 3 zagueiros e André Santos é ala, ele é ala, não meia. Quando o time ataca, André se esconde na meia ofensiva. Na entrevista coletiva após a partida, Mano disse que o time adversário marca com dois jogadores nas laterais, normalmente um dos laterais e um dos volantes, mas sabe-se também que um bom ataque começa a se desenvolver pelos lados do campo, afunilando ao chegar perto do gol, afinal, é perto do gol que a defesa tem mais cuidado e o gol fica centralizado na linha de fundo. Ou não? Quando tinha a posse da bola, nem virar o jogo o Corinthians conseguia, ao contrário do Palmeiras, que trabalhou a maior parte do tempo virando o jogo da esquerda para a direita e vice versa. Até que entraram Kleber e Denílson, fazendo o alviverde aproveitar os espaços nas costas de Carlos Alberto e aproveitando a maior mobilidade que Kleber tem em relação a Alex Mineiro.

As duas equipes ainda tem muito o que acertar. Luxemburgo parece querer começar a encaixar o 4-4-2 losango no Palmeiras, mas terá que saber que precisará de Martinez do lado esquerdo do campo, jogador com bom passe, boa visão de jogo, boa subida ao ataque e boa cobertura defensiva. Dadas as devidas proporções, repito, dadas as devidas proporções, o Palmeiras de hoje pode jogar como o Corinthians do fim do Brasileiro de 98, que tinha Rincón, Vampeta, Ricardinho e Marcelinho no meio campo losango. Pierre na de Rincón, Leo Lima fazendo as vezes de um Vampeta, Martinez de Ricardinho e Diego Souza de Marcelinho. É um time ofensivo, que talvez se trocasse Leo Lima por Diego Souza e Diego Souza por Leo Lima, desse mais certo. O ataque tem 2 vagas. E 3 bons jogadores. Valdivia, Alex Mineiro e Kleber. O chileno é absoluto. E talvez, depois de 5 anos esperando o tão sonhado camisa 9, ao contratá-lo, ele fique no banco. Não pela qualidade, mas pelo estilo. Porque Kleber vai casar muito mais facilmente com esse time de bastante movimentaçã. Luxemburgo deu a deixa ontem, ao final do jogo, dizendo que seus times raramente tiveram um ‘poste’ no ataque como referência. Alex não é um poste, mas Kleber se mexe mais do que ele.

O Corinthians ainda vive o dilema de esperar por um meia armador, ou seja, um Roger. É. Um Roger. Ou existe algum outro meia armador que pudesse estar alimentando o ataque alvinegro? Alex? Caro demais. Douglas? Caro e sem a mesma qualidade de Roger. Mas tudo bem, um dia o alvinegro enxergará que o São Paulo, maior vencedor do futebol brasileiro nos últimos anos, não teve nenhum armador como esse que o Corinthians tanto ‘precisa’. Bruno Octavio, Fabinho, Everton e Diogo Rincón. Coloque a bola no chão, aproxime Everton de André Santos, Diogo de Carlos Alberto (ou Alessandro) e Fabinho, deixe Dentinho flutuar pelas duas laterais. Time rápido, de bons passes, boa movimentação, treine jogadas de ultrapassagem. Dá certo. Já vimos isso em dois jogos. Basta querer enxergar.

E pra finalizar. Mano, figura que eu admiro muito, que fique claro, chegou a Fazendinha dizendo que ia resgatar o esquecido ‘estilo corinthiano’, de raça, de luta, de fibra, de missões impossíveis. A luta existe, porém, com um time bom ou péssimo, a luta alvinegra sempre foi para vencer, na marra, no suor, na camisa e não para não perder.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

São Caetano 1 x 6 Barueri - Rodada 11 Paulistão

São Caetano e Barueri fizeram uma partida taticamente bastante interessante.

O São Caetano tem jogadores conhecidos no elenco:

- o goleiro Julio Cesar, que ficou famoso no rival Santo André e por ser parecido com o atual ídolo do ex-time, Marcelinho Carioca.
- o também goleiro Luiz, revelado nas categorias de base do Azulão e que obteve destaque com suas atuações no Paulistão de 2007.
- o lateral direito Wilton Goiano, que tem passagem pela Portuguesa e outros times.
- o zagueiro Galiardo, revelado pelo Santo André.
- o também zagueiro Rogério, revelado pelo Santos e que em 2005 parou Tevez em um jogo contra o Corinthians.
- o lateral, volante e agora líbero Rogério, ex-jogador de Palmeiras e Corinthians.
- o zagueiro Edson Borges, que se destacou no Campeonato Brasileiro de 2007 no rebaixado América-RN, e que fez 3 gols no Santos na Vila Belmiro.
- o volante Hernani, revelado pelo Atlético-MG com passagem por Portuguesa e Paysandu entre outros.
- O volante Glaydson que fez um Paulistão em 2007 muito bom.
- Douglas, que saiu do Criciúma para ser conhecido no São Caetano mesmo. Mas que está se tornando famoso mais pelo interesse do Corinthians em seu futebol do que pela eficiência das suas jogadas.
- Ademir Sopa, meia que passou muitos anos no Avaí.
- Canindé, revelado pelo Santos, que se destacou no Paulista de Jundiaí em 2004.
- Marcelinho, atacante veloz, revelado pelo Grêmio como uma ótima promessa, mas que nunca estourou.
- Tico, centroavante que fez muitos gols no Paraná Clube.
- e Galvão, uma daquelas surpresas do futebol. Fez muitos gols no Paraná Clube, passou pelo Santos, Atlético-MG, é grosso mas é profissional.

Porém, quem vê nome não vê futebol. Luiz, Hernani e Douglas ainda fazem boas partidas, os outros estão em uma fase negra. Ivan Baitello, técnico do Sâo Caetano (era auxiliar, assumiu como interino com a demissão de Amauri Knevitz, venceu 3 partidas e foi efetivado) armou um esquema ousado, viu seu time perder por 6-1 e acabou demitido.

O time do ABC entrou em campo para jogar no tradicional e pouco visto em terras nacionais 3-5-2 com líbero. Rogério fazia (mal) essa função. Porém esse foi apenas um dos inúmeros problemas apresentados pelo Azulão (!?!?). Os laterais, Ademir Sopa pela esquerda e Athos pela direita, que são originalmente meias, não sabiam se atacavam ou defendiam os volantes Hernani e Glaydson deixavam enormes buracos na marcação, e muito espaço para o meio campo e os laterais do Barueri avançarem. O líbero Rogério cansou com 20 minutos e quando chegava com a bola no campo de ataque, ao invés de dar passes em profundidade, soltava ao lado para os laterais, acabando com a velocidade da jogada e complicando qualquer alternativa que os alas podiam buscar, pois Rogério estacionava no meio campo puxando um jogador para marcá-lo. Assim, o Barueri puxava rápidos contra ataques, e encontrava espaços nas laterais, no meio campo e no miolo de zaga, pois estavam todos perdidos no meio campo.

Tudo bem que a goleada só veio nos minutos finais do segundo tempo, os últimos 3 gols aconteceram depois dos 85 minutos de jogo, mas o futebol apresentado foi trágico.

Conforme já tinha escrito aqui no blog depois da partida contra o Corinthians, o Barueri vem provando ter uma boa equipe, já está na terceira colocação, hoje estaria nas semifinais. Flavio ex-Palmeiras, Alberto ex-Palmeiras, Santos e Corinthians, Ávalos ex-Santos, Amaral ex-Palmeiras, Corinthians, Atlético-MG, Vasco e Grêmio, Rodrigo Pontes, revelado pelo Corinthians e Márcio Careca ex-Palmeiras, são os jogadores com passagem por grandes clubes. Pedrão, Marcos Pimentel, Alex Maranhão e Thiago Humberto são bons jogadores. Nessa partida o Barueri usou o mesmo esquema tático dos outros jogos no Campeonato, com 3 zagueiros, dois laterais que apóiam bem o ataque, um volante que sai bem para o jogo, um meia esquerda habilidoso e dois atacantes. Um rápido e outro mais finalizador.

A qeuipe dominou a partida do início ao fim jogando em rápidos contra-ataques. A minha dúvida fica por conta da contratação do técnico Márcio Araújo. Não sei o que pode acontecer com esse bom time daqu pra frente. É esperar para ver. Tem bons valores, mas que precisam ser bem trabalhados e não sei se Márcio Araújo consegue fazer isso.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Jogo da Rodada 10 do Paulistão - Corinthians x Portuguesa

O destino deu de presente a vitória ao Corinthians.

Não, não ache que foi pelas boas defesas de Felipe. Foi pela contusão do Alessandro.

Mano Menezes escalou o time de uma maneira um pouco mais ofensiva do que vinha fazendo nos últimos jogos. Felipe; Carlos Alberto, Chicão, William e André Santos; Bruno Octavio, Fabinho, Alessandro e Lulinha; Dentinho e Herrera. Manteve o ataque rápido, colocou Carlos Alberto na lateral, não por esse ser uma opção ofensiva melhor que Alessandro, mas para que pudesse ganhar no meio campo um jogador com vigor físico para atacar e defender, sem perder assim tanta força na principal qualidade da equipe alvinegra até então, a defesa.

Só que com 2 minutos de jogo Alessandro sentiu uma contusão na coxa, tinha que sair. Mano, então sem muitas opções no banco teve que lançar o garoto Everton Ribeiro (constantemente pedido aqui no blog), fazendo assim com que a equipe ficasse um pouco mais ofensiva, ganhasse em qualidade no meio campo e, teoricamente, perde-se um pouco de força defensiva. O que vimos no primeiro tempo foi um time com mais qualidade no passe no meio campo, com boas tabelas entre André Santos e Everton, triangulações com Lulinha e jogadas de ultrapassagem. Lógico, dá para ser muito melhor do que o primeiro tempo contra a Lusa, mas para isso o time precisa de entrosamento e treino nessa forma de jogar.

No segundo tempo, aos 17 minutos, Herrera foi corretamente expulso. Aí a Portuguesa dominou a posse da bola, mas assustou o goleiro Felipe em apenas 2 oportunidades. Com a bola no chão o Corinthians ainda conseguiu chegar com perigo ao ataque, mas não soube matar o jogo.

A Portuguesa jogou no 5-3-2 (desculpe se você acha 3-5-2, mas no Brasil é raro um time jogar no 3-5-2 de verdade). No meio campo tinham dois volantes e um meia e os dois homens do ataque se transformavam constantemente em um, já que Rogério vinha buscar o jogo muito atrás. No primeiro tempo a Lusa pouco chegou, era um time muito preocupado em defender. O zagueiro central, Marco Aurélio, que também atua como volante, passou a exercer essa função no segundo tempo, quando, no intervalo, Benazzi soltou um pouco mais sua equipe e mudou a formação tática para o 4-4-2. Logo a Lusa estava com um jogador a mais e o técnico da equipe rubroverde tirou Marco Aurélio para a entrada de mais um meia, Ramón, que por sinal é ex-atleta do Grêmio, ex-time de Mano Menezes, que deve estar dando graças a Deus por ter se livrado de um jogador tão fraco tecnicamente. Já quando ele estava no sul eu não entendia como conseguiu ser profissional.

Com o que vem apresentando no campeonato até agora, a Portuguesa vai sofrer na Série A do Brasileiro. A equipe possui meio campo e ataque fraquíssimos, um bom treinador, mas que não fará milagres com esse elenco. Aliás, ninguém fará. O time pouco apresenta jogadas trabalhadas, tem jogadores muito pesados, um futebol muito devagar, enroscado. Difícil a vida Lusa em 2008.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Começou a melhorar

Como já era esperado (exceto pelos corneteiros de plantão) o Palmeiras começou a evoluir. Sábado uma vitória imponente sobre o Juventus, que já havia aprontado contra Santos e Portuguesa. Valdívia participou de 3 dos 4 gols do time verde, Alex Mineiro marcou mais um, Diego Souza fez o seu primeiro com a camisa do Palestra e a esperança renasce no Parque Antártica.

O Palmeiras começa a ganhar corpo na hora certa e em no máximo 3 rodadas já estará entre os 4 primeiros colocados. Podem me cobrar. Como foi dito no aqui mesmo no blog, o alviverde vai ser protagonista em todos os campeonatos que disputar em 2008. O elenco já é um dos melhores do país, tudo bem que não precisa muito. Atenção com o verde.

Mais uma confirmação

Corinthiano é assim mesmo. Ganha do Barras do Piauí por meio a zero e já acha que vai ser campeão mundial (o dia que o Corinthians for pro Japão jogar o Mundial eu mudo de nome). Poré, quinta-feira, dia seguinte a vitória por 6-0 do alvinegro frente ao Barras, neste mesmo blog todos puderam ler a seguinte frase: 'Não se enganem corinthianos'. Menos de uma semana depois e o time de Mano Menezes empata com o Bragantino no Morumbi.

Ainda há muito o que se acertar nessa equipe. A defesa está pronta, o ataque parece estar melhor com Herrera e Dentinho, mas o meio campo continua sendo o problema. E quando uma equipe tem problemas no meio campo, esses problemas se espalham por todos os outros setores. Mano já percebeu que Dentinho e Lulinha são as melhores opções para a armação do ataque corinthiano e que eles precisam de companheiros rápidos. Herrera está sendo uma boa opção, apesar de ser um quase-gol, mas, como já foi dito, o problema está no meio campo. Um time com Bóvio, Carlão e Bruno Octavio peca na qualidade da saída de bola e não tem poder ofensivo. Contra o Barras, deu certo, afinal, o time era muito fraco, contra o Bragantino foi lastimável. Perdigão, Fabinho, Everton Ribeiro e Lulinha, talvez seja esse o meio campo ideal. Enfraquece um pouco a defesa, mas time grande precisa se expor.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Santos na Libertadores

Nessa madrugada que passou o Santos estreou na Libertadores contra o Cúcuta na Colômbia.

Estrearam Molina e Quiñonez. O Santos pareceu mais seguro, porém com grotescos erros. Leão montou a equipe num 3-6-1. Porém, o time estava estático em campo. Apenas Molina aparecia para o jogo, se movimentava pelos dois lados. A equipe passou o primeiro tempo inteiro e parte do segundo fazendo a famosa ligação direta, da defesa para o ataque. Betão, Adaílton e Domingos, além de zagueiros eram também os armadores do time. Lastimável.

Wesley entrou no segundo tempo no lugar de Quiñonez e logo criou duas boas chances para abrir o placar, mas o Santos ficou nisso. Depois do jogo Fabio Costa disse que se surpreendeu negativamente com o Cúcuta. As informações que se tinham da equipe colombiana eram que eles estavam mal no Campeoanto Nacional e tinham perdido 6 dos 11 titulares que levaram o clube a seminfinal da Libertadores no ano passado. Surpresa negativa Fabio Costa? E o Santos, é o que?

Parece um time mais maduro, mas ainda com uma desordem tática assutadora.

Corinthians

Não se enganem corinthianos. A vitória contra o Barras por 6-0 não mostra nada.

O time piauiense estava fazendo apenas o seu primeiro jogo oficial no ano e, convenhamos, o time é um dos times mais fracos que eu já vi na Copa do Brasil.

Ta certo, alguns pontos positivos aparecem, como Lulinha ter feito seu primeiro gol como profissional e, principalmente, o fato de o time encarar a partida de ontem com seriedade e golear o adversário, eliminando assim o jogo de volta, adquirindo mais confiança e evitando que desconfianças fossem criadas em torno dessa equipe, ainda em formação, afinal, não ganhar ou ganhar de pouco do Barras, no Corinthians, seria tratado como crise, várias dúvidas surgiriam.

Mas, não esqueçam. Esse time ainda vai passar por momentos duvidosos, apenas evitou um. Acredito no trabalho do Mano a médio prazo.

A Copa do Brasil pode ser um torneio que faça o Corinthians se formar mais rápido e ganhar mais corpo e confiança. De grandes, até a final, o Corinthians cruzará com Grêmio em uma possível quartas-de-final, Botafogo ou Atlético-MG na semifinal, nenhum bicho papão.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Paulistão 2008

Excepcionalmente essa semana não teremos análise tática de nenhum jogo. O blogueiro não compareceu a nenhum estádio e portanto ficou impossibilitado de estudar a fundo qualquer partida. Não sejamos incoerentes, é bastante difícil analisar taticamente uma partida através de transmissão televisiva. O campo de visão é imensamente menor e não é possível fazer uma análise correta do jogo.

Falaremos então sobre o Campeonato Paulista, que chegou ontem a sua oitava rodada, ou seja, quase metade da primeira fase.

Entre os quatro primeiros apenas o São Paulo dos grandes. Existe uma teoria de que isso acontece pelo melhor preparo físico dos clubes do interior. É óbvio que esses times, que estão treinando há mais tempo, estão num estágio mais avançado em relação a parte física, mas não é só esse o problema. Façamos então uma análise de rodada por rodada:

Primeira rodada
São Paulo, Corinthians e Palmeiras venceram, o Santos perdeu da Portuguesa, nada de times do interior aprontando.

Segunda rodada
O São Paulo venceu novamente. Palmeiras e Santos se enfrentaram e empataram, e o Corinthians perdeu do São Caetano. Nada de times do interior ainda.

Terceira rodada
Palmeiras e Corinthians venceram times do interior. O São Paulo empatou com o Ituano e o Santos perdeu para o Juventus. O tricolor paulista não jogou bem, como foi em todas as outras rodadas e acabou não saindo do empate contra uma equipe que não se mostra boba nesse início de campeonato, será que aqui cabe a desculpa da preparação física? O Santos de Leão continuava patinando, perdeu do Juventus, que aos 7 minutos do segundo tempo já vencia por 3-0, culpa do preparo?

Quarta rodada
São Paulo e Corinthians se enfrentaram e ficaram no 0-0. O Santos bateu o Bragantino por 2-0 e o Palmeiras ficou no empate contra o Mirassol, em um jogo que estava 1-1 até os 37 do segundo tempo, quando o Palmeiras (cansado?) fez 2-1, mas 5 minutos depois sofreu o empate. Quem acompanhou o jogo sabe que o Palmeiras não foi bem.

Quinta rodada
O São Paulo venceu o Rio Claro por 3-1, marcando o segundo e o terceiro gol aos 38 e aos 47 do segundo tempo. Se tivesse mal preparado conseguiria? O Corinthians empatou com o Sertãozinho, no forte calor de Ribeirão Preto, e jogando com um homem a menos desde os 29 minutos do primeiro tempo. Será que se tivesse com um preparo ruim suportaria 1 hora de jogo com um a menos? O Santos perdeu para o Barueri por 2-1, em um jogo que tomou o segundo gol aos 46 do segundo tempo, mas marcou o seu dois minutos depois, aos 48! Preparo físico? E o Palmeiras perdeu para o Ituano por 1-0, com um gol aos 11 minutos do primeiro tempo. Saiba que o alviverde massacrou o time da terra de gigantes durante todo o segundo tempo, estava cansado?

Sexta rodada
Corinthians 0 – 0 Mirassol e Ponte Preta 0 – 0 São Paulo. O Mirassol pouco assustou o alvinegro do Parque São Jorge. Campinas estava quente, muito quente, e o São Paulo segurou a embalada Macaca. E o preparo físico? O Santos empatou com o Paulista, em Jundiai, por 1-1 com os gols saindo no primeiro tempo. E o Palmeiras perdeu do Noroeste, no calor de Bauru, por 1-0, gol aos 39 do segundo tempo. Cansado? Eu não concordo. Leandro falhou em uma saída de bola que um jogador profissional não pode falhar, ou não deveria, e o Norusca se aproveitou da bobeira do atleta.

Sétima rodada
O Santos bateu o Marília por 1-0, gol aos 33 do segundo tempo. São Paulo empatou com o São Caetano. Corinthians empatou com o Barueri em um jogo bastante disputado em que o alvinegro teve o domínio do segundo tempo, em que, teoricamente, era pra estar cansado. Ou não? O Palmeiras perdeu para o líder Guaratinguetá por 3-0, em um jogo que o time do interior já vencia por 2-0 no primeiro tempo.

Oitava rodada
São Paulo e Santos se enfrentaram. Vitória são-paulina. O Corinthians bateu o Ituano, em Itu, 2-1. E o Palmeiras venceu o Guarani por 3-1. Cansaço?

Com certeza uma equipe mais bem preparada fisicamente agüenta melhor qualquer partida, mas existe um fato muito mais importante nesse momento: a montagem das equipes.

Não se faz um time vencedor do dia pra noite, não se faz em um mês e, muito menos em 2, 3 semanas de trabalho em que muitos ainda estão se conhecendo.

O Santos mudou praticamente tudo: meio time titular e o treinador, ou seja, alterou totalmente o estilo de trabalho. Não contratou jogadores para repor os que saíram, apostou nos jovens e somente agora, na oitava rodada do campeonato, resolveu contratar. E são contratações no escuro. Através de uma parceria com um empresário, acertou a vinda de 4 estrangeiros, Molina, que se destacou na Libertadores de 2004, meia esquerda habilidoso, estilo Alex. Estilo não quer dizer que a qualidade do futebol é a mesma. Quinonez é meia direita, jogava na segunda divisão do futebol equatoriano (caramba!!!). Tripodi, argentino, é centroavante, revelado pelo Boca, que fez sucesso na base, mas não se firmou no time de cima e Sebastian Pinto, atacante também, nunca ouvi falar nada dele. Ou seja, além de incógnitas, ainda terão que se adaptar ao futebol brasileiro, a vida em outro país... Dificilmente vão chegar e resolver. Valdivia e Lugano, só pra citar dois ídolos sul-americanos recentes em grandes times paulistas, demoraram meses para se adaptar ao nosso futebol.

O São Paulo pouco mudou, mas mudou. E mudou principalmente o jeito de jogar. Nenhuma alteração drástica, mas a equipe ainda não se acertou. Fabio Santos assumiu o meio campo, e a lateral esquerda ficou entre Jorge Wagner e Richarlyson, existe um revezamento maior do que o do ano passado. A equipe ainda perdeu Souza e Leandro, dois curingas. Vai dar certo, assim como no ano passado, mas ainda precisa se reorganizar.

O Palmeiras trocou de técnico, manteve a base no início, e agora começa a colocar seus reforços em campo. Apenas Jorge Preá não veio para ocupar uma vaga entre os 11 titulares, o restante sim. O alviverde está mudando o jeito de jogar, mudando 5 jogadores, mudando o estilo da equipe. Com Caio Jr, o time não tinha uma cabeça de vencedor, agora vai ter. Não só pelos jogadores mas também pelo técnico. Existe um período de mudança e adaptação.

No Corinthians as maiores transformações. Presidência, diretoria, comissão técnica e 14 jogadores saíram e outros 14 foram contratados. Com tantas mudanças, não há como acreditar ou desejar que o time faça uma campanha impecável logo de cara. Mesmo assim, nos 8 primeiros jogos, apenas 1 derrota. Para você, corinthiano: há quanto tempo você não sentia o seu time como uma equipe grande? Há quanto tempo você não via o seu time na metade de cima da tabela, com segurança? Eu sou um bom critico do Mano, um dos poucos eu sei, mas que pelo menos vemos o Corinthians encarar seus maiores adversários de igual pra igual, e enfrenta os menores se impondo, isso nós temos que reconhecer.

Falando sobre os problemas de cada um, podemos encontrar um motivo que se encontra vivo nos 4. Em um campeonato com jogos aos domingos e quartas, fica praticamente impossível para os técnicos conseguirem dar o padrão correto de jogo, treinar jogadas ensaiadas, colocar o time pra jogar do jeito que deseja, corrigir os erros bobos que se multiplicam e causam as derrotas. Segunda é dia de recuperação, terça é dia de rachão, quarta de jogo, quinta de recuperação, sexta de treino, sábado de rachão, domingo de jogo. Em 7 dias, apenas um treino em que o técnico pode colocar suas idéias em prática, pode procurar dar ‘sua cara’ a equipe. Vai demorar para os times estarem no ponto.

Fica a dúvida:

É tão necessário assim um Campeonato Estadual com 20 equipes (o mesmo número de participantes do Campeonato Brasileiro)?

É tão necessária a continuidade do Campeonato Paulista nesses moldes?

É tão necessária a continuidade do Campeonato Paulista?????